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domingo, 26 de maio de 2019

10 anos se passaram desde aquela brincadeira...

Olá, meus companheiros noturnos...

Muitos anos sem notícias, hein? Eu acreditei que nem mesmo sabia mais como voltar para este lugar, ou como o fazer, mas com um pouquinho de esforço, tudo pode ser lembrado. Não é mesmo? E aqui estou eu, anos e anos depois, diante de vocês.

Devo dizer que muitas coisas mudaram desde a última vez em que me apresentei por aqui. Agora, não sou mais um menina com muitos anseios e sonhos inalcançáveis; agora eu sou uma mulher. Uma mulher com responsabilidades e diante de um momento decisivo de minha vida.
Daqui dois dias... - sim, dois dias! - Irei realizar uma cirurgia que é aguardada por mim há muito, muito tempo. Esta cirurgia é ao mesmo tempo importante e perigosa e eu me sinto aterrorizada, mas ainda assim, disposta a encarar este novo obstáculo. Eu penso que tudo pode acontecer. É um risco a se correr e pensei que se algo acontecesse, eu ao menos gostaria de ter dito minhas últimas palavras.
Estou confiante que tudo vai ficar bem, mas é um momento difícil. Outrora, eu não teria coragem, eu seria covarde e me esconderia, porém já faz um tempo que decidi assumir quem eu sou verdadeiramente e encarar a vida de frente, ainda que ela me bata muitas vezes como uma tirana incansável.
Acho que todos se lembram o motivo que me levou a criar este mural de sofrimentos. Minha vida toda era um sofrer sem fim, e meus caros... Este ano completa 10 anos desde que eu criei este espacinho. É um ano de muitas décadas em minha vida. Este ano completei 25 primaveras, e este ano também me dou conta de que no dia 12 de junho completa 1 década desde que uma das pessoas mais importante da minha vida, o meu avozinho, me deixou. 10 anos não foram capazes de amenizar a falta que eu sinto, e eu ainda me lembro dele nitidamente, eu ainda não esqueci o seu rosto. Ele não é uma memória perdida em meus sonhos.
Também vão fazer 10 primaveras daquele dia 26 de dezembro de 2009. Aquele fatídico dia em que me deparei com o diabo e o amei como se fosse um anjo. Sim, eu tenho certeza de que sabem do que estou falando, pois o meu pesar estendeu-se por 8 longos anos de muitos prantos, ataques cardíacos, idas e vindas, brigas e sofrimentos, incompreensão e compreensão; amor e ódio.
Sim, meus caros, o amor e o ódio é uma dicotomia tão antiga quanto a humanidade e eu jamais pensei que fosse senti-la tão duramente contra minha carne. A última vez, vocês sabem quando foi... 2014. O último reencontro.
Passamos novos bons momentos juntos, tivemos maravilhosos desabafos e superações. Confiança e perdão. Culpa e arrependimentos. Medos e inseguranças. Amor, carinho, amizade... e ódio.
Ódio em sua forma mais pura e cruel.
E os meus longos anos de completa devoção se transformaram em ódio.
Ódio sem direito a justificativa...
E no fim eu fui odiada e completamente odiada por ser quem eu sempre fui: aquela boba que o amava mais que a si mesma e que gostaria de ser notada por ele novamente, e que queria ocupar um lugar especial em seu coração.
Não me vitimizo mais.
EU SEI das minhas culpas, eu SEI onde eu errei e foram muitos tombos e muitos erros em anos e anos. Todo mundo se cansa, não é? E como ele mesmo disse: se era o meu ódio que você queria, você o conseguiu. Eu te odeio.
Por meses seguidos eu chorei e afundei de novo. Novamente eu não me sentia boa o bastante. Novamente eu era só aquela pessoa ruim. Tão ruim que não era digna de perdão. E depois de me arrastar na minha própria amargura, achei que não encontraria o caminho para a luz novamente.
Ninguém soube disso desta forma como vos falo, meus caros, porque para eles eu sorri, eu acenei e fui feliz, por que o que importa é isso, não é? E na minha tentativa de reconstruir os pedaços de mim, eu acreditei ter encontrado uma parte que me faltava... Esta parte era estonteantemente linda. Com seus 1,93 de altura, seus cabelos negros bem aparados, seus músculos fortes e seu sorriso de menino tímido. Esta pessoa me amparou em seus braços DE VERDADE, e me abraçou com carinho e cuidado e nestes braços eu encontrei uma paz que não sabia ser capaz de sentir.
Estaria eu pronta para voar de novo? Estaria eu apaixonada? Depois de tanto tempo me diminuindo, estaria eu preparada para me entregar?
A resposta, meus caros, vocês já devem saber: NÃO.
Ele era tudo o que eu sempre quis e ainda assim eu consegui quebrá-lo também. Eu consegui afastá-lo de mim e percebi que eu não sei me relacionar com ninguém sem ferir e magoar. Por ser ele tão bonito, eu não conseguia acreditar que ele poderia estar comigo por eu ser EU, afinal, eu não sou bonita como as outras, eu não sou isso e aquilo... SIM, eu fiz de novo.
De novo.
A dor da solidão foi diferente desta vez. Foi insuportável. Sufocante.
Não sei explicar, eu me sentia em um transe eterno, que nunca acabava.
Para ajudar, estava em um novo emprego, sufocante com suas 9h de trabalhos diárias de segunda a sábado. E eu tentei afogar nele todas as minhas dores. Nem preciso dizer que não deu certo, não é? Mas neste lugar eu aprendi muito, cresci como pessoa e amadureci. Neste lugar houve dias que eu comi o pão que o diabo amassou e eu percebi o quanto fui ingrata com tantas coisas que não dei valor. Com isso, lá fui eu procurar ajuda psicológica novamente.
Desta vez, com mais fé. Eu precisava de alguém que me desse os medicamentos mais fortes, algum que curasse a alma de verdade. Isso existe?
No lugar, encontrei uma psicóloga maravilhosa que me desafiou em cada sessão, fazendo-me chorar, e nunca mais querer aparecer em seu consultório. Contudo, de forma extremamente masoquista, na semana seguinte, no mesmo horário e dia, lá estava eu ansiando por ela... esperando por ela.
Esta pessoa me instigou a VIVER por mim mesma, porque até então eu só estava vivendo pelos outros e quando é que eu faria algo por mim? Até eu me questionei isso por um bom tempo. QUANDO É QUE EU FARIA ALGO POR MIM? Até quando eu iria procurar o meu passado com tanto apego e carinho sendo que ele me maltratava e me trazia lágrimas?
Eu entendi, meus caros, que eu não posso mudar o meu passado. Parece um clichê, mas vocês já experimentaram viver no eterno "e se..."? Não? Parabéns a vocês, pois devo dizer que é excruciante. Eu aprendi que eu só posso olhar para ele e seguir em frente. Eu não vou voltar lá, e sei que minhas escolhas lá fizeram este futuro aqui. E que futuro eu estava tentando construir?
Depois de umas 10 sessões, eu já não estava mais chorando. E pasmem, não teve remédio algum! O remédio foi eu mesma olhando para dentro de mim e organizando a bagunça. Comecei por estender minha cama todas as manhãs, pois o caos interior só seria ordenado se eu ordenasse o caos exterior. Não vou dizer que foi fácil, foi um pacinho de cada vez. Um pé depois o outro.
Até que eu comecei a planejar coisas que já tinham morrido em meu interior, e descobri que ainda tinha sonhos ambiciosos e grandes, mas tudo bem eu os ter! Eu tinha que os ter para poder seguir adiante.
Foi assim que eu fechei com uma agência de intercâmbios...
Com medo? SEMPRE! E se tudo der errado? E se eu não me adaptar? E SE EU NÃO CONSEGUIR? Como eu vou conviver com essa derrota? EU SIMPLESMENTE VOU! Porque se eu não for, como posso responder a tais questões? Se tudo der errado, eu volto para casa com a cabeça erguida, porque não deu certo, mas eu tentei e não fiquei acomodada por conta do meu medo. 6 meses depois, eu já tenho emprego de intercambista e uma data para embarcar se o meu visto for aprovado (e por Deus, ele irá!).
Este foi um dos passos mais ousados que decidi dar na última década, e não me arrependo. Junto com ele veio também 20kg a menos que emagreci suadamente, ano após ano, fazendo tratamento, me redescobrindo, voltando a me amar e... com estes 20kgs, apesar de muitas coisas terem dado um UP em minha vida, a minha pele decidiu ser DOWN. Por isso, daqui dois dias irei passar por uma abdominoplastia para retirar a pele flácida... parece uma cirurgia simples, mas por eu estar bem flácida mesmo, ela será associada com uma lipo de contornos para eu ficar mais harmônica. Todo mundo aqui sabe a minha briga com minha aparência e tomar esta decisão foi difícil DEMAIS, eu tenho medo, mas eu vou com medo mesmo. Se puderem me mandar boas vibrações, eu vou ser sempre grata ao extremo.
Essa foi mais uma decisão que tomei por mim. Porque é O MEU sonho de ter um corpo normal, onde eu consiga me olhar sem sentir incômodo. Superficial? Bobo? Quem é você para julgar? Cada pessoa sabe o fardo que carrega.
Com isso, eu deixei de lado aquilo que me fazia mal e estou focada e extremamente focada em um futuro bom. O futuro que eu vou construir para mim.
Alguns amigos ainda permanecessem em minha vida. E estou falando de você, NerdBoy, que orgulho da gente! 10 anos depois e você continua sendo o meu eterno braço direito, meu amor mais sincero dessa vida. Sem você, eu sinto que minha vida não seria a mesma. E novamente me ajudando... desta vez não foi a passar em um vestibular, mas foi a preencher o meu application no site da agência. Cara, se existem anjos nesta Terra, você é o meu.
Nestes 10 anos, novas pessoas preenchem meu coração também, como o meu Lil, minha alma gêmea bipolar que hoje trabalha comigo e é a pessoa que melhor me conhece na atualidade. Ele consegue imaginar minha cara diante de situações que a gente teria reações distintas e eu já imagino a gente. Eu tenho ciúmes dele e não deixo mesmo ninguém chegar perto. Todo o amor que você me dá é retribuído ao quíntuplo. Nem sei explicar.
Também tem minha Maluzera, minha parceira de crime, e que crime hein? Escrevemos um livros juntas! Tudo começou no hospital enquanto eu ficava com minha avó nos seus últimos momentos... passamos as madrugadas mandando capítulos uma para a outra e eu me lembro da minha avozinha me perguntando porque eu ria tanto se estávamos em um hospital. ME DESCULPE, VÓ! MAS somente com a Malu do meu lado eu consegui passar por isso tudo.
Também posso acrescentar nesta lista minha irmã, a Lo, de quem hoje sou amiga e consigo contar tantas coisas. É muito bom ter uma irmã amiga. E posso dizer que a vida foi generosa... ela me deu outra irmã a quem eu sempre soube existir, mas nunca pude conhecer. Su... ela é minha irmã mais velha e tem uma filhinha maravilhosa que posso chamar de sobrinha, minha princesa Laura... E com aquele pequeno ser me chamando de titia, eu me senti tão amada que vi que amor algum no mundo pode ser tão intenso quanto o amor que dedicamos às crianças.
Então, meus caros, o que posso dizer disso tudo? Já se passaram 10 anos desde aquela brincadeira na internet para tentar ser alguém diferente de mim, 10 anos desde que eu fui do inferno ao céu e de novo ao inferno. Neste momento estou na Terra e com os pés bem firmes.
Foram 10 anos me transformando na pessoa que eu sou hoje; cheia de cicatrizes, de defeitos, mas com um coração que se manteve bom. Eu podia odiar também, eu podia dar o meu desprezo, me vitimizar e fingir que sempre fui uma coitada, mas eu aceitei que eu sou boa.
Eu não vou odiar quem me fez conhecer o amor em sua forma mais pura, eu vou ser eternamente grata.
Eu não vou me fechar para este sentimento após tanta dor, eu vou me manter neutra, e se acontecer, vai ser como se fosse a primeira vez.
Eu não vou me vitimizar e dizer que estou certa; sei dos meus erros e do erro alheio, e aceito e respeito a decisão. Se um dia isso mudar, que bom, o perdão regenera o coração, mas se não acontecer, Ele sabe o que faz.
Então, eu vou continuar errando, mas jamais deixar de tentar. E não sei quando voltarei para lhes dizer alguma palavra, mas gostaria de pedir, mais uma vez, que me mandem boas vibrações. Tudo o que fazemos de bom ao próximo será refletido em dobro para nós, não é?
Um beijo grande no coração de vocês;
de sua eterna sofredora.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Ele voltou... E eu o desenhei

Querido diário, algum tempo atrás postei aqui que sentia falta dele e... Parece brincadeira, mas ele voltou. Sim,eu o encontrei! Mandei um recado e desde então tenho esperado ansiosamente pela resposta que nunca vem... Mas era de se esperar. Ele nunca vem.
Ele só aparece quando ele quer, mas eu me senti tão feliz quando ele direcionou uma postagem diretamente a mim... Tão feliz! Ao menos sei que ele está bem e isso me conforta de forma que nem sei explicar, pois tinha medo de que ele já nem se lembrasse de mim, mas ele se lembra... Eu sei que sim! E aqui algumas palavras dele que me  tocaram profundamente e me fizeram ter esperanças de que quando eu menos esperar, ele vai me surpreender... Vai sim!
"Enfim, aqui vamos nós novamente, enquanto o ponteiro do relógio ainda conseguir girar!"

Às vezes penso que é bobagem ter esperanças. ás vezes acho que ele tem que ser mantido no passado como uma boa lembrança... Mas, não consigo! Ele é atual em mim, ele é presente na minha vida até nos pequenos gestos, pois como sabem, estou a escrever nossa história, então, como esquecê-lo? Como mantê-lo no passado se já foi tão importante no presente? Acredito que possamos ser amigos de novo, acredito veemente  que ainda iremos colocar a conversa em dia e rir das nossas brigas antigas como sempre fizemos e quem sabe até brigarmos de novo? É o que fazemos de melhor, é o que sempre fizemos! Somente para termos o gostinho de nos reconciliar depois e testar nosso livre arbítrio e descobrir que ele sempre nos faz ficar juntos, porque somos verdadeiros. Sempre fomos. E temos defeitos. Sim, nós temos.
Com essa aparição, lembrei-me que estou a desenhar os personagens da nossa história e eu o desenhei, do jeito que eu melhor o imagino e baseado em um "shape" que ele usava. Deixo aqui este desenho, pois ele é muito, muito bonito!
Esse é para você!

sábado, 31 de maio de 2014

5 anos de Mural dos Sofrimentos

Esse casalzinho tem um significado único para mim.
Leandro entenderia.
Olá pessoal! Sabia que este mês (maio) fez 5 anos que estamos juntos aqui no meu cantinho?
Parece inacreditável, não é? Mas durante estes longos anos, eu descobri muitas coisas, aprendi outras tantas e amadureci muito.
No começo o blog era uma forma de escape, uma válvula mesmo para fugir da minha vida que, diga-se de passagem, era tediosa. Depois eu descobri que parte do tédio era culpa minha e que se eu quisesse melhorar, teria que fazer isso por sozinha. Ninguém poderia me ajudar, somente eu mesma. E foi o que fiz.
Acho que todos se lembram dos meus meses de afastamento, acontece, ás vezes. E é bom. Pelo menos para mim foi. 
Eu precisava encontrar o meu eu e eu consegui. Não posso dizer o contrário. 
Firmei os meus objetivos e decidi que queria ser escritora, corri atrás disso, tomei muito tapa na cara, mas persisti e hoje posso dizer que sim, eu sou uma escritora! Não sou famosa, não tenho nem pretensão de ser, mas eu sei que de alguma forma o meu nome ficará no mundo quando eu partir. Pode ser que daqui 100 anos alguém esteja falando de algum livro meu. Pode ser que postumamente um livro meu vire um clássico, ou eu simplesmente seja esquecida, pois até mesmo Homero um dia será esquecido. Temos essa tendência, pois nada é para sempre.
Mas eu sei que agora, neste momento, vocês que me acompanham por todos estes anos (foram 5 anos!) são as pessoas que se lembrarão de mim como a garota do blog, aquela que escrevia textos falando de amores impossíveis, aquela que desabafava com vocês aquilo que as pessoas ao redor não queriam ouvir... A garota que recebia cada comentário como um abraço... A garota que usou este blog para não cometer uma loucura! Sim, esta sou eu! E vocês me reconhecem, sabem quem sou. Para mim, é extremamente importante mantê-los ao meu lado, pois quando precisei vocês estavam, agora que estou bem também precisam estar.
Não é mesmo?
Não podemos recorrer as pessoas apenas quando precisamos, mas sim em todos os momentos. Bons e ruins. Por isso vocês serão meus eternos amigos, meus queridos amigos! Espero ficar mais 5 anos com vocês, ou talvez mais. Não sabemos o dia de amanhã e agora eu quero mesmo agradecer por tudo. Mesmo! Afinal, não é todo dia que ficamos 5 anos ao lado de pessoas tão especiais. 
Sei que perdi muitos de vocês nestes anos, alguns simplesmente desapareceram, outros eu tenho consciência que magoei e há aqueles que decidiram partir para não me fazer sofrer mais... Ai, ai! Não sabem o quanto sinto falta de todos! Principalmente dele... Sim, vocês sabem de quem estou falando... Leandro. 
A carta que escrevi para ele ganhou um concurso literário de contos de amor, o livro que terminei estes dias tem a nossa história como tema principal e eu espero, meus caros leitores, que um dia ele encontre um livro meu em uma livraria e descubra que eu o eternizei em mim para sempre! E que todos poderão conhecer a nossa oculta, sombria e emocionante história... Vai ver ele até estará lendo este texto e se estiver, Leandro, saiba que eu nunca, nunca mesmo vou te esquecer. Você sempre vai ser especial para mim. Lembra da promessa? Vou estar ao seu lado mesmo que você não me queira por perto. Posso não estar totalmente ao seu lado, mas os meus pensamentos ainda o procuram sempre, pois não quero te esquecer. Não posso te esquecer. 
Com você amadureci muito, aprendi muito, sofri muito, mas o mais importante foi que conheci o amor e tivemos os melhores momentos do mundo. Nossas conversas foram as mais sinceras, pois podíamos ser nós mesmos um ao lado do outro. Não tínhamos máscaras. Não tínhamos segredos! Éramos verdadeiros até quando nos ofendíamos pra valer e isso não tem preço. Onde você estiver, toda sorte do mundo! Você realmente merece ser feliz e espero que também não se esqueça da sua loirinha, da sua menina mais teimosa que uma mula... Da sua rosa delicada que não merecia ser despedaçada. Talvez eu tenha sido despedaçada, mas nunca houve arrependimentos e se você quiser voltar para a minha vida, apareça! Apareça porque eu ainda sou sua amiga, sempre vou ser! E eu sei que teríamos aquela nossa intimidade em dois segundos novamente, porque nós nos conhecemos. Conhecemos um ao outro como ninguém. Acho que é isso! 
Como eu disse e repito, nunca haverá arrependimentos e vocês, meus caros leitores, nunca deixem para fazer algo que pode ser feito no agora, depois. Isso é horrível. É melhor conviver com a dor de ter tentado do que com a incerteza de não ter feito nada.
E viva a nós!

Até a próxima, meus caros leitores!

sábado, 4 de janeiro de 2014

O tempo e o vento por Jayme Monjardim

Sempre fui fã incontestável de Érico Veríssimo, li O continente aos 11 anos e terminei a série "O tempo e o vento" aos 13 anos. Fiquei apaixonada pela história, principalmente pela riqueza de detalhes que o autor nos trazia sobre o Rio Grande do Sul, terra pela qual sou encantada. 
Ninguém poderia esperar que a rede Globo, finalmente, faria algo bom. Não é? Porque eu simplesmente A-M-E-I a adaptação dividida em 3 capítulos da obra. Acredito que a escolha dos atores foi perfeita! Cleo Pires estava maravilhosa no papel de Ana Terra e eu nem gosto muito desta atriz. O místico Pedro Missioneiro também foi uma revelação para mim. Excelente ator o Martin Rodriguez. Mas a geração que mais fascinou, sem dúvidas, foi Marjorie Estiano no papel de Bibiana e Thiago Lacerda no papel de capitão Rodrigo. Eu realmente ADOREI! Fernanda Montenegro também me impressionou no papel de Bibiana velha e confesso que tive muito dó de Bolivar nas mãos da cruel Luzia, interpretada com maestria pela revelação Mayana Moura. Luzia era um tipo de rockstar gótica para a época e a atriz conseguiu demonstrar isso perfeitamente. Sem falar dos atores coadjuvantes que interpretaram personagem como Bento Amaral, Alice, Floriano e Maria Valéria. Adorei mesmo mesmo! Estou emocionada e a cena que mais me fez ficar extasiada foi a final onde Rodrigo volta para buscar "sua prenda" e Fernanda Montenegro se transforma na mocinha Marjorie Estiano novamente. Foi lindo, lindo. Sem palavras.

Érico Veríssimo iria adorar. Tenho certeza! E para quem adorou a série e quer conhecer as outras gerações, comece a ler a série de livros. É uma das melhores e mais importantes da literatura Nacional.


Imagens:
Ana Terra (Cleo Pires) e Pedro(Martin Rodriguez)
Marjorie Estiano vive Bibiana jovem e Thiago Lacerda é Rodrigo Cambará
velha Bibiana (Fernanda Montenegro) e Capitão Rodrigo (Thiago Lacerda)

Capitão Rodrigo Cambará

Bolívar e Luzia







sábado, 21 de setembro de 2013

Um país ignorante ou um país de ignorantes?

Meus caros leitores, eu estive fora por todo esse tempo por conta dos afazeres da faculdade que estão me sufocando muito! Precisava dar conta de tanta coisa que acabei me ausentando. Durante esse tempo estudei muito sobre literatura e comentei com alguns amigos as minhas ideias sobre o assunto, principalmente sobre a estatística de que no Brasil se lê apenas 4 livros por ano, contando a bíblia, livros que leu pela metade e livro didático... O que mais me frustrou foram os comentários destes amigos. Por conta dos mesmos é que trago este título forte nesta postagem, pois ele realmente exprime minha raiva pelos ideais de pessoas tão vazias, sim, vazias. Para não dizer coisa pior.
Então, vou lhes contar o que aconteceu... Comprei um livro recentemente que me custou o valor de 35 reais. Não acho que seja caro, de maneira alguma. Principalmente porque o autor levou tempo para conseguir acabar esse projeto, ele se esforçou para conseguir publicação e tudo mais, ou seja, o processo da ideia até chegar no livro acabadinho e bonito foi extremamente difícil. O autor, falando nisso, é brasileiro e está tentando se consagrar. Contei aos meus amigos sobre o livro, pois comecei a devorá-lo rapidamente. Como sabem eu não consigo ler apenas um livro e no atual momento estou lendo cerca de 4 livros, pois acabei um recentemente! E não considero isso insano, é que eu amo tanto ler que apenas uma leitura não me basta. Por acaso, esse número "quatro" é o mesmo número de livros das estatísticas de leitura dos brasileiros. Assim, fiz uma piadinha, pois até a Argentina lê mais do que nós, e não estou menosprezando os Argentinos não, mas brinquei que "nós queremos sempre competir com a Argentina, mas olha só, no quesito intelectual eles ganham de nós de lavada, pois lá se lê em média 5,1 livros por ano e aqui apenas 4", meus amigos se doeram. Lógico. Começaram a falar do futebol de uma maneira defensiva que foi me irritando profundamente. Simplesmente parei tudo e disse: Então é isso? Vocês acham que somos os maiorais simplesmente porque a nossa seleção  ganhou algumas copas do mundo? Nada contra o futebol, eu até gosto, mas isso significa que temos que ter só o futebol de bom?
Pronto. Foi uma discussão daquela! Começaram a defender o futebol, dizer que o esporte faz bem para o corpo, que isso e aquilo. Eu, como amante da literatura não deixei barato, comecei a defender o meu lado. Então se o esporte faz bem para o corpo, a literatura faz bem para a mente, para a alma! Então começaram a dizer que não é que ler é chato, mas é que a leitura custa muito caro.... Pensemos meus caros, pensemos, e o que eu vou dizer aqui eu disse para eles!
O autor dedica todo o seu tempo a uma obra, fica concentradíssimo na arte de organizar palavras e conseguir fazer uma literatura de boa qualidade, cheia de muitos significados. Ele não escreve porque escrever é algo que vai lhe dar status, ele escreve simplesmente pelo PRAZER de escrever. Pelo menos eu penso em mim, eu escrevo porque isso está em mim, é isso que gosto de fazer e não tem jeito, quando os personagens vão se amontoando na nossa mente, é preciso deixar eles ganharem vida. O sucesso, bem ele é consequência.
Sabemos o quão concorrido e injusto é o mercado editorial no Brasil, pois para um livro ser publicado, impresso e chegar até as livrarias é um trabalho imenso que não exige somente do autor e das editoras, mas sim do bolso de ambas. Já pensaram em quantos mil estamos falando para que um livro seja bem vendido no Brasil? E não estou falando só da literatura nacional não, estou falando de um modo geral. E claro, tem essa questão, o povo não valoriza o que tem em casa. Parece que o que vem de fora é muito mais legal, mais interessante. Por isso não me admira que livros péssimos vendam tanto no Brasil, pois é importado, veio de outro lugar, por isso é legal. Por causa, justamente, dessa preferência pelo estrangeiro é que nós, os escritores do nosso Brasil, temos de vender nossa obra cara. Uma gráfica não roda um livro só por um preço bom, já pensaram no absurdo que elas cobram? Não, claro que não, pois tudo vocês acham que é exploração por parte dos escritores. E nõs, pobres de nós, ficamos extremamente felizes se conseguimos vender mil livros em um país de pessoas que não gostam de ler. Aí eu vos pergunto. Depois de TUDO ISTO, é caro vender um livro ao preço de 35 reais? É caro? As pessoas acham caro comprar um livro por 35 reais, mas não acham caro pagar 40 reais em um whisky. As pessoas acham caro pagar 35 reais em um livro, mas não acham caro fumar um maço de cigarro que tem saído em torno de 52 reais do mais barato.(eu sei porque vivo dentro dos comércios, por causa do meu trabalho com meu pai.) As pessoas acham caríssimo, absurdo pagar 35 reais em um livro, mas não acham caro comprar maconha para ficar doidão! Sim, acham caro alimentar a mente com alguma coisa boa, de valor, que vai ficar para vocês, mas não acham caro alimentar os vícios do corpo, algo que vai matando aos poucos e pode lhe trazer muitos problemas. 
Não sou contra pessoas que não gostam de ler, não sou contra pessoas que gostam de gastar o seu dinheiro em porcarias. Acho que todo mundo uma vez na vida já fez isso. Porém, sou contra pessoas que dizem que ler é desnecessário, sou contra pessoas que acham que o Brasil tem que ser só o país do futebol, sou contra as pessoas que não acreditam no potencial de nossos autores, sou contra pessoas ignorantes de mentes fechadas que acham que pagar 35 reais em um livro é caro. Talvez, somente talvez, se livro fosse mais vendido no Brasil, o preço dele custasse bem menos. Sou contra essa banalização da nossa literatura nacional. 
Então, meus caros, pensem comigo, quem é que é ignorante? "O País" ou "AS Pessoas do País"? Acredito que seja o segundo. Sabemos que nosso país tem um déficit muito grande no que diz respeito a área cultural, mas quem REALMENTE quer, não fica esperando as coisas caírem do céu. Se o país está do jeito que está, a culpa não é só do governo. A culpa é de nós mesmos que não procuramos expandir nossos conhecimentos para nos posicionarmos de uma maneira mais crítica diante dos fatos. Não estou falando que ler literatura vai mudar o mundo, não. Mas estou dizendo que a leitura, seja de um jornal, de uma revista, de um livro enriquece nossa mente. Nós nos tornamos mais críticos, temos uma ampliação do vocabulário e desenvoltura para nos posicionarmos diante das diferentes situações comunicativas quando adquirimos o hábito de ler. Então, pensemos sobre isso, pensemos se queremos ser apenas o país do futebol e não um país desenvolvido em todas as áreas. Pensemos se queremos ser esse tipo de pessoa que discute por causa de futebol, que alimenta tantos vícios e bobagens e não tem opinião própria. Apenas pensemos, pois estou realmente decepcionada com as colocações sem argumentos que os meus "amigos" me deram para justificar esse "ódio" pela leitura.
Eu poderia discorrer muito mais sobre o assunto, mas de nada adiantaria, afinal, as trevas não gostam de receber luz.
Sem mais, fico por aqui.

domingo, 11 de agosto de 2013

Entrevista com a escritora Susy Ramone autora de Samyaza!

Livros de Susy Ramone
Olá meus caros leitores! Hoje tenho uma novidade fantástica para vocês! A escritora Susy Ramaone se dispôs a dar uma entrevista para o nosso Mural dos Sofrimentos e o que aconteceu? Vocês conferem logo abaixo! Vale a pena conferir pessoal!

LM: Hoje estou extremamente honrada por poder realizar essa entrevista com uma autora brasileira em ascensão. Sim, vocês me ouviram muito bem! Tenho a honra de entrevistar hoje a aclamada escritora Susy Ramone, autora de livros como Samyaza e O Castelo Montessales. Susy, devo dizer que sou sua fã! O primeiro livro que li foi “O anjo Maldito”, mas sei que ele foi reeditado e republicado pela editora Literata. O que aconteceu para que essa mudança precisasse ser feita?

SR: Olá, Letícia! Primeiramente, gostaria de agradecer pela oportunidade de participar do seu blog e pelas palavras carinhosas, a honra é toda minha =)
O Anjo Maldito foi a primeira história que escrevi, em meados de 2004, quando a minha experiência com a escrita era nenhuma. A história apenas saiu e se compôs de uma maneira em que à época me parecia satisfatória. Foi feita sem planejamento de roteiro, sem uma construção adequada de personagens, apenas me deixei levar. Ah, sim, estava demais! Vista pelos olhos leigos da aspirante a escritora que eu era e diante dos elogios de uma amiga que lia e digitava o que eu escrevia no caderno, estava perfeita.
Assim que a terminei, comecei a enviá-la para várias editoras e enquanto isso eu escrevia contos e poemas usando as técnicas que aprendia no curso de Letras.
Eu nunca obtive resposta das editoras às quais havia apresentado o original. Em 2010 decidi fazer um blog e postar os contos e poemas que ficaram guardados no meu computador. Eu sempre falava sobre o meu livro e então, um belo dia, um seguidor do Red Rose, meu blog, me apresentou a um editor que topou de imediato publicar o Anjo Maldito. Óbvio que eu paguei por isso, paguei caro, arquei com os custos de revisão, diagramação, capa e comprei 70 livros de 110 páginas por 30 reais cada. Um abuso? Sim, sem dúvida, mas era o preço do meu sonho e eu estava tão radiante que para ser honesta, não me importei em pagar.
O lançamento foi um sucesso, algum tempo depois vieram as críticas e foi então que percebi que a minha história perfeita, na verdade estava repleta de falhas. Foi através das críticas que puder percebê-las, havia partes corridas demais, outras absurdas demais, enfim, confesso que fiquei com vergonha, apesar de muitos leitores terem gostado, eu passei a ver meu sonho como um pesadelo, o que eu me levou a dedicar-me mais, ler mais, estudar, eu estava realmente disposta a escrever algo que prestasse.
Não somente por este motivo pedi que a editora recolhesse os livros tão logo venceu o contrato. Eles me sacanearam, nunca vi um centavo de direitos autorais e eu estava muito brava e chateada.
Deixei o Anjo Maldito de lado e comecei a mandar contos para seleções de antologias, dos três que enviei na época, somente um foi aceito, mas já bastou para que eu ficasse contente.
Então eu tive um sonho e comecei a escrever o Castelo Montessales, dessa vez, com cuidado e planejamento. Somente depois que o terminei, resgatei os arquivos do Anjo Maldito e o reescrevi, acrescentando também a segunda parte da trama, a parte final, que não fora publicada, apesar de o enredo ter sido completo, eu havia deixado muitos ganchos que precisava resolver. Assim nasceu o Samyaza.


LM: Bem, ainda falando de Samyaza, quando você começou a escrevê-lo? Tinha ideia de que essa temática de anjos caídos iria se tornar tão atual nas prateleiras das livrarias?

SR: Não, eu não tinha ideia. Já era fã dos vampiros de Anne Rice, pensei em fazer uma história juntando anjos e vampiros e de uma hora para outra parecia que todo mundo havia pensado o mesmo que eu (risos).

LM: Qual foi a grande motivação para escrever este livro?

SR: Bom, a motivação para escrever a primeira parte veio dos amigos que liam. Na verdade, depois de um tempo, eu não sentia vontade de continuar a história, tampouco de corrigir todas aquelas falhas que ela tinha. Mas alguns leitores começaram a me pedir, eles realmente queriam saber o que havia acontecido às personagens, então fiquei bastante entusiasmada e fiz o que tinha que ser feito. Eu devia isso a eles. Primeiro desenvolvi a sequência e depois reescrevi a parte que já havia sido publicada. Juntei as duas histórias e o Samyaza ficou pronto, com começo, meio e fim. Foi publicado pela editora Literata em abril deste ano, a mesma casa que me acolheu com o Castelo Montessales em 2012.
De acordo com o retorno que tenho recebido dos leitores, Samyaza ficou bem legal, agora sim, eu tenho orgulho do meu livrinho =)

LM:  Acho que estamos todos curiosos para saber, Susy, quando você começou a escrever?

SR: Comecei a escrever poemas na adolescência, eles eram bastante românticos, não tinham nada a ver com o estilo que escrevo hoje. Em prosa, foi quando comecei a namorar, minhas cartas eram quilométricas, mas até então, eu não havia pensado que seria capaz de escrever histórias. Ah, se eu soubesse, não teria desperdiçado tanto tempo com cartinhas bobas e sim com enredos de verdade. Risos.

LM: No começo, houve desmotivação por parte de familiares ou você sempre recebeu apoio?

SR: Eles nunca falaram nada até meu primeiro livro ser publicado, só então eu percebi que me apoiavam, sim. São poucos os parentes que leem o que eu escrevo, mas estão sempre presentes nos lançamentos, dando uma força.

LM: Alguma vez já foi criticada por gostar de escrever?

SR: Não por gostar de escrever, mas como faço parte de uma família quase toda evangélica, alguns criticam as coisas que escrevo. Uma vez, fui presentear uma tia com um de meus livros e ela disse: “Mais um livro do capeta” (risos). Vê se pode? Bom, ela não ganhou mais nada, azar.

LM: Susy, eu também quero ser escritora, até publiquei algo em uma antologia, mas sempre escuto que o mercado editorial brasileiro é muito rude. O que você acha que falta para que os escritores brasileiros de fato façam sucesso?

SR: Você está certa. Não é fácil conseguir entrar para o mercado editorial sem antes ter dado muito murro em ponta de faca. Muitos só conseguem uma publicação se pagarem por ela, como eu fiz da primeira vez. Isso é errado. O escritor precisa receber pelo seu trabalho e não pagar para trabalhar. Antigamente era possível vender textos às editoras e ainda receber os direitos autorais, mas infelizmente hoje isso é algo impossível. Eu entendo que os editores também precisam receber seus lucros, mas o que vejo são situações totalmente abusivas. No meu ponto de vista, não deveria ser assim. Deveria haver um equilíbrio maior entre as partes. Hoje eu já não arco com tantos custos, mas para chegar até aqui não foi fácil, eu precisei provar que meus textos são de qualidade, precisei estudar muito, me dedicar, convencer o editor de que vale a pena ter o meu trabalho publicado por ele.
A palavra sucesso é bastante subjetiva. Apesar de nenhum de meus livros ter se tornado um Best Seller, eu me considero satisfeita com o retorno dos leitores.
Talvez, se o mercado priorizasse as obras brasileiras, se as livrarias colocassem nossos livros em evidência em vez dos estrangeiros, o público prestasse mais atenção em nós. Mas novamente, para ter o livro bem exposto em uma livraria custa caro, aqui tudo se paga e as nossas obras ficam enfiadas no fundo de uma prateleira qualquer, escondidas, maquiadas pelos livros que vêm de fora.

LM: Agora, serei um tanto atrevida, Susy: você acredita que um escritor deve escrever pelo prazer da escrita ou visando fins lucrativos?

SR: A escrita é um dom. Seria maravilhoso conseguir ganhar dinheiro com um dom que Deus te deu, mas mesmo aqueles que ainda não conseguem, continuam a exercitá-lo, é como se fosse um chamado, algo que está além da minha compreensão e que vou seguir fazendo com amor, mesmo se a grana não vier.
Dinheiro é consequência, aqueles que só visam ganhar e não estão dispostos a estudar, pesquisar, se especializar e escrevem de qualquer jeito, não fazem com o coração, ou seja, não têm o dom, estão fadados a morrer na praia. É claro que existem os escritores profissionais, eles escrevem de acordo com tendências ou encomendas e eu os admiro, pois não conseguiria fazê-lo. Só escrevo o que meu coração manda e não há dinheiro que consiga reverter isso em mim.
Por enquanto me bastam os comentários elogiosos dos leitores. Saber que a minha escrita proporcionou momentos bacanas a alguém não tem preço. Talvez, um dia, eu consiga viver com as vendas dos livros, mas não me apego a isso, é bastante utópico.

LM: Sei que você também é professora, o que me deixa emocionada, pois também escolhi essa profissão. Também sei que não é fácil, principalmente nesta era onde temos que competir pela atenção dos alunos que estão sempre envolvidos com as tecnologias digitais. Neste sentido, o que você acha que prende a atenção dos adolescentes a um livro? Qual é o segredo de fazê-los desligar os aparelhos tecnológicos e cair de cabeça na leitura?

SR: Eu não sei qual é o segredo, não fico pensando muito nisso. Apenas escrevo o que eu gostaria de ler em um livro e talvez eles gostem das mesmas coisas, talvez eles também gostariam de ler aquilo em um livro, talvez se identifiquem com as personagens e situações, existem muitos fatores para que a leitura os possa prender. Eu acho as minhas histórias um tanto fortes para adolescentes, mas eles adoram e mesmo sabendo que vão ler, eu não me retraio. Às vezes até penso, puxa, meus filhos vão ler isso um dia, mas mesmo assim não costumo podar as ideias.

LM: Você acredita que a alternativa de ler no computador é válida?

SR: Sim, mas é claro!

LM: O que você acha desta nova geração de escritores que tentam inovar escrevendo algo mais light e é comumente criticada pela mídia?

SR: A mídia existe para criticar qualquer coisa, seja light ou não. Os escritores precisam aceitar as críticas, conviver com elas, ou melhor, aprender com elas, pois a partir do momento em que um livro é publicado tudo pode acontecer. O fato de inovar é muito válido, independentemente do tipo de história. O leitor quer coisas novas, diferentes das que já leu. É isto que difere um autor de um escritor. Um escritor escreve o que já viu, um autor cria o que ninguém imaginou.

LM: Você acredita que o Brasil precisa de mais incentivo à literatura, tanto na parte de produção literária quanto de leitura?

SR: Precisa sim. Está certo que bastante coisa já foi feita, mas precisa ser reforçada. Existem inúmeros projetos e programas do governo, mas eles não são devidamente divulgados, não me pergunte o porquê.

LM: Você costuma ler, como eu vi em uma entrevista que deu a outro blog, e disse que tira inspirações de livros, filmes e mesmo de sonhos. Então, gostaria de saber, o que você costuma ler?

SR: Ultimamente eu tenho lido muitas obras nacionais, existem autores excelentes e vale muito a pena conhecer as suas obras. Não vou citar todos os nomes, pois são muitos, aconselho aos leitores lerem resenhas, sinopses e escolherem os livros que sejam mais a seu gosto. Um livro que me impressionou bastante foi 72 horas para morrer do Ricardo Ragazzo, tanto pelo enredo quanto pelo estilo frenético da narrativa, que é o que me encanta. Sou fã dos internacionais Dean Koontz, Stephen King, Anne Rice, Agatha Christie, entre outros.

LM: O que você diria para os jovens escritores que estão em busca de publicação?

SR: Primeiramente que deem atenção à nossa ferramenta principal que é a língua portuguesa. Não adianta ter uma boa história para contar se ela não for contada com cuidado. Em segundo lugar, tente não fazer trilogias assim de cara. Escreva um livro com uma história completa, se você não for bom o suficiente para contar tudo o que precisa em um único volume, comece com contos, treine mais, leia muito. As chances de uma editora aceitar publicar o primeiro livro de três são mínimas. Deixe sua trilogia para o futuro, quando já tiver um bom nome no mercado.
Envie seu texto para um crítico literário, ouça o que ele tem a dizer, melhore, progrida, estude e o mais importante: nunca desista!

LM:  Bem, Susy, é uma honra poder lhe perguntar tantas coisas que eu gostaria de saber, logo, para finalizarmos nossa entrevista, gostaria de pedir a você que deixasse uma mensagem aos leitores do blog, conte-nos um pouco sobre seu livro para que quem não conhece se sinta motivado a lê-lo. Aliás, convença-nos a comprá-lo! (risos)

SR: Eu que agradeço, Letícia! Adorei responder as perguntas. Obrigada aos leitores do blog por terem acompanhado a entrevista. Mas sabe, eu não sou boa vendedora. (Risos). Vou deixar as sinopses dos meus livros para vocês darem uma espiada, fiquem à vontade para me adicionarem no Facebook, ok?
Beijos a todos =)

Livros :          
O castelo Montessales – 2012 – Literata
Sinopse: Ao sobrevoarem determinada área, quatro pessoas avistam as ruínas de um castelo e decidem fazer de lá a sua moradia. Após as reformas e a mudança, um fantasma começa a aparecer causando calafrios nos habitantes. Porém, com o passar do tempo o espectro torna-se galanteador. Parecendo inofensivo, presenteia as mulheres com flores até conquistar a sua confiança e por fim fazê-las se apaixonar. Passa então a roubar os corpos dos homens para manter relações sexuais com elas. De repente o fantasma muda de atitude. Horrivelmente violento, dá início a uma série de estupros mudando de corpos a cada atentado. Quando percebem que estão presos nos arredores do castelo é tarde demais para fugir. Impossibilitados de se socializarem fora dali, uma enorme linhagem consanguínea gerada pela intervenção do espírito sofre os mesmos abusos ano após ano. A endogamia torna-se um fardo para alguns, mas não para outros, que em determinado ponto admitem gostar da libertinagem, o que dá um toque apimentado no enredo.
Sexo, amor, violência, segredos, magia e muitas tragédias os levam a desvendar a origem do fantasma, que envolve bruxas poderosíssimas de Portugal cuja existência se deu durante a idade média.
Sua missão, acabar de vez com o espectro que tanto os faz sofrer.
Seu desejo, escapar do castelo e ter direito a uma nova vida na cidade.
Um longo caminho repleto de dor e sacrifícios será percorrido pelos descendentes desta família. Nem todos serão capazes de trilhá-lo até o fim. Existem situações que nem mesmo o mais poderoso dos bruxos pode manipular em seu favor.



Samyaza – 2013 – Literata
Sinopse: Sarah é uma jovem que, ao descobrir uma banda de Black Metal, se apaixona perdidamente pelo vocalista. Ela tem certeza que o conhece de outras vidas, mas não possui nenhuma memória ou prova capaz de confirmar tal teoria.
Dani Stroke, alvo da paixão de Sarah, é o vocalista da banda em questão. Ele compõe músicas de adoração ao demônio e fala de seus servos sanguinários. Sua real identidade, entretanto, é Samyaza, um anjo caído que dedicou diversas encarnações a serviço do Diabo e sofre com a lembrança de cada detalhe de suas vidas passadas.
Uma condessa cruel está diretamente ligada ao espírito do ex-anjo e uma mortal pura e boa pagará por todos os seus crimes.
Encarnações passadas, viagens espirituais, vampiros clássicos e psíquicos e um mundo prestes a ser dominado por Lúcifer são os principais elementos desta trama narrada por Enoque, uma das personagens bíblicas mais misteriosas das escrituras.

Linhagem Montessales – Retratos da Inquisição – antologia - Lançamento previsto para outubro/2013 – Literata
Sinopse:  Predestinados a viverem em um ciclo de maldições, os descendentes da bruxa Manoela Montessales vieram ao mundo embalados pelos braços de uma assombração inescrupulosa chamada Antony.
A intenção do espectro é procriar e para isso ele possui os corpos dos homens e rouba a integridade física das mulheres desta família, obrigando-as a gerar os filhos e filhas que ele julga serem necessários para uma futura investida.
A Linhagem Montessales – Retratos da Inquisição traz um cenário perturbador, pois aqui Antony não reina sozinho. Ele divide o seu trono de maldade com os inquisidores portugueses, fazendo com que os herdeiros de Manoela sofram em suas mãos e nas do clero.
Saiba como tudo começou, conheça este rei sobrenatural e a sua primeira linhagem de escravos através das linhas grafadas pelos talentosos escritores nacionais que compõem a obra.

Autores: Andreia Pontes, Carolina Mancini, Claudio Parreira, Cristiano Rosa, Debora Gimenes, Georgette Silen, Gisele Garcia, Henrique Chantre, John Lennon Smith, Laura Elias, Roxane Norris, Vitor Hugo Ribeiro.


Poison Heart – Lançamento previsto para início de 2014
Sinopse: Poison Heart é uma história pulp, baseada na letra da música de mesmo nome, dos Ramones. No ambiente de trabalho, Horácio de repente se dá conta de que está tendo sonhos iguais aos dos seus colegas. Uma cigana maluca aparece em sua vida, dizendo coisas sem sentido, mas ela é a única que pode esclarecer o que está acontecendo. Entretanto, a misteriosa mulher desaparece. O protagonista envolve-se com a secretária da empresa e quando, através de um sonho, vê o assassinato da namorada pelos olhos do assassino, começa uma busca desesperada por respostas. Todas as personagens secundárias têm motivos para terem assassinado a moça, mas não há vestígios de seu corpo, ela apenas desapareceu.
Muitos mistérios, dúvidas, acontecimentos sobrenaturais e mundos paralelos recheados de situações estranhas são alguns dos elementos desta trama.

O Edifício – lançamento previsto para 2015 (em produção)
História que tem como pano de fundo o incêndio do Edifício Joelma, em 1974. Mais informações em breve.


NOOOSSA! Isto foi realmente incrível, entrevista com a Susy Ramone é só no Mural dos Sofrimentos! Obrigada Susy pela atenção e te desejo tudo de melhor, muito sucesso!

Até mais pessoal!



sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Nova Fase: Bolsa de Estudos!

Parece mentira meus caros amigos, mas aqui estou eu, a essa hora da noite só para contar para vocês as boas novas... Minha bolsa da Fundação Araucária foi aprovada e eu ainda nem acredito! É algo tão... Incrível, pois tinha tantas pessoas com potencial concorrendo e eu consegui! Isso mostra que nós nunca devemos desistir de perseguir os nossos sonhos e investir em uma graduação em todas as suas modalidades é algo sem preço, pois se você só for para a faculdade a fim de um diploma você, muitas vezes, deixa de aproveitar o lado bom da faculdade! Como o que eu estou tendo o privilégio de conhecer! Simplesmente estou feliz, muito, muito feliz! E claro, tinha que compartilhar com vocês!
(20 Horas semanais... Aqui vou eu!)
Não tem preço!

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Manifestações no Brasil

Bem pessoal, enquanto rolava todas estas manifestações eu estava era hospitalizada porque eu cai no banheiro. Legal né? E quando chego ao hospital para fazer um BENDITO RAIO X, descubro que nem isso eu consigo de graça. Pode isso? Tive que ficar esperando um monte de tempo para que pudesse tirar o raio X, enquanto minha mãe corria de um lado para o outro atrás disso para mim. Pode isso? O Brasil acordou finalmente, sei que todo mundo está falando isso, todo mundo fala sobre isso atualmente, mas falando cá para nós. Não é legal só fazer manifestos e não ter um propósito concreto, por isso eu espero, SINCERAMENTE, que não voltem para as suas casas nas próximas semanas e fiquem caladinhos. Agora é hora de mostrar o que realmente queremos, sem, é claro e lembrando sempre, violência, pois senão perde-se a causa, perde-se a razão. 

Se eu não estivesse contundida, estaria, certamente protestando junto, pois se tem uma coisa que é necessário, é protestar pelos nossos direitos e assim, espero que o povo passe a ser mais crítico, mostrando para os "corruptos" digo, políticos, que nós somos patrões deles! É isso ai negada!
E para deixar algo humorado haha porque eu ri com essa foto, ai vai para vocês:


quinta-feira, 30 de maio de 2013

WTF? Sem ideias

Hey heeeeeeeey.... Have you ever seen the rain???? Ops... Olha eu divagando aqui lol
Salve, salve meus caros leitores... Depois que comecei a fazer vlogs eu realmente comecei a sumir daqui também, ok eu sinto muito, mesmo! Mas a faculdade está me atolando de novo... Que dúvida não é? Já que eu estou sempre usando isso de pretexto para sumir hunft, podem me matar! Mas desta vez estou falando sério! Estão nos atolando com trabalhos e mais trabalhos, apresentações e mais apresentações, textos e mais textos... Questionários e mais questionários! Enquanto todo mundo está curtindo o feriado, eu estou aqui na luta para dar conta de tantos textos que tem para ler e tentando fazer um roteiro de apresentação sobre Os Lusíadas! Alguém pode dar um help???? #SóQueNão!!!
Acredito que não!!! Enfim, para me redimir da ausência eterna, eu quero dizer que estou levando a sério a criação do Vlog NO oFFense by Letty! E vocês são essenciais nesta nova etapa, é claro! Sempre que puder farei um videozinho lá, uma postagem aqui e assim por diante, pois é importante estar sempre ligada a vocês! Para ficar por dentro é só dar um click aqui e curtir a página no facebook! Não custa nada né povo? E vocês aproveitam e assistem os videos quentinhos da Lele! Como esse aqui que vocês vão conferir agora mesmo!



Agora, parando com a palhaçada... Vamos para a cama negada? É está cedo para quem vai virar a noite dando boas risadas com videos na net (tipo, o meu? haha), mas para mim que vou trabalhar amanhã... Nossa está tardão! Então, até mais meus queridos! Beijão e não deixem de curtir a página no facebook!

quarta-feira, 15 de maio de 2013

O primeiro Vlog Saiu! Homenagem aos 4 anos de mural dos sofrimentos!

Olá meus caros leitores!
Eu disse que iria inaugurar um VLOG! (eeeeeeeeee) e eu consegui!!!!!
Ontem entrei na internet decidida a postar o primeiro vlog, estava congelando de frio e então me lembrei que este mês o nosso cantinho completa 4 anos" Passou voando né? Parece que foi ontem mesmo que eu havia postado o vídeo pelos 3 anos! Isso é muito legal! Enfim, com muito frio e mal humor (risos) eis que surge o nosso primeiro vlog! Aqui está! Espero que gostem e até o próximo!


quarta-feira, 8 de maio de 2013

Decepção / Deception

Hoje meu dia foi pintado de negro, respigado de vermelho rubro e com um leve tom de cinza para completar a melancolia dos dos dias felizes que deixaram-me na mesma velocidade em que me encontraram.
Sabia que felicidade demais duraria pouco, ou,  tentei acreditar que valeria a pena me apegar a ela e acreditar que perduraria por um longo tempo.
Mas não foi assim.
Na vida nada é fácil, disso todos já sabemos, mas o mais complicado é quando você vê o seu sonho sendo jogado para o alto e ninguém, ninguém se importando com ele. Eu tenho sonhos, todos sabem disso e nunca medi esforços para correr atrás deles, mas é como Drumond já dizia...

No meio do caminho tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho
Tinha uma pedra
No meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
Na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
Tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho
No meio do caminho tinha uma pedra.

O que isso quer dizer? As dificuldades nos assombram  e tem me assombrado mais do que nunca. O lançamento de Pontos da Vida poderia ser um começo promissor, mas, não foi. Apesar do sucesso do livro, muitas peripécias em torno de sua composição estão me fazendo desistir de empatar um pouquinho mais em uma nova edição/tiragem, que, seria bastante interessante. Eu só tenho a agradecer a todos que adquiriram seus exemplares, e peço minhas sinceras desculpas a quem não conseguiu por falta do livro, mas por falta de força de vontade, (não de minha parte, pois fui chamada de iludida, fantasiosa e ingenua por querer tanto isso) penso que este projeto está sendo engavetado... E aqui estou eu, dando novamente minha face para receber bofetadas, enquanto, humildemente, procuro uma editora que seja em conta para publicar meu primeiro romance solo.
Obrigada a todos por ouvirem o desabafo que tanto precisava fazer, espero, sinceramente, trazer novas coisas a vocês, que, sempre, tem me apoiado muito!

In English:


Today my day was painted dark, gleaned from red blood and with a lighter shade of gray to complete the melancholy of the happy days that left me at the same speed that I found.
I knew what happiness would last too little, or tried to believe it would be worth getting attached to it and believe that last for a long time.
But it wasn't so.
Anything is easy in life , we all know that, but the more complicated is when you see your dream being thrown into the air and no one, no one caring about him. I have dreams, everyone knows it and never measure efforts to run after them, but it's like Drumond already said ...
In the middle of the road was a stone
Had a stone in the way
Had a stone
In the middle of the road was a stone.
I will never forget this event
In the life of my retinas so tired.
Never forget that halfway
Had a stone
Had a stone in the way
In the middle of the road was a stone. (My translation)

What does this mean? The difficulties haunt us and has haunted me more than ever. Launching Points of Life could be a promising start, but was not. Despite the success of the book, many adventures around their composition are making me give a little more to tie in a new edition / drawing, that would be quite interesting. I just have to thank everyone who got their copies, and I ask my sincerest apologies to those who failed for lack of the book, but for lack of willpower (not on my part, because I was called delusional, unrealistic and naive by want this so bad) I think this project is being shelved ... And here I am, giving my face again to receive blows, while humbly seek to be a publisher account to publish my first novel soil.
Thank you all for listening to the rant that both needed to do, I sincerely hope to bring new things to you, that always has supported me a lot!


domingo, 31 de março de 2013

I Walk Alone

Queridos leitores, eu estou completamente desolada... Triste talvez seria uma palavra bastante gentil para descrever o que eu estou sentindo. Por quê? Bem, eu vou lhes relatar os acontecimentos...

Gosto de uma pessoa, isso vocês já sabem, mas gosto dela mais do que poderia imaginar e nos últimos tempos estávamos mantendo conversas incríveis via SMS, nós estávamos conectados (literalmente) de uma forma única e perfeita, era uma harmonia tão boa que me preenchia por completo sem que eu precisasse procurar o mesmo no meu dia-a-dia. Mas o meu conto de fadas foi totalmente despedaçado... Lembram-se do baile a fantasia? Então, eu fui... Convidei-o já que ele havia vindo para a minha cidade, passamos um dia incrível conversando e eu me senti esplêndida tendo a atenção dele toda para mim. Ele foi. Há muito tempo disse que iriamos resolver nossa situação, pois gostava dele há mais de 11 anos... E quando eu tomei coragem, fui lá e disse tudo o que precisava, no meio do baile... Ele começou a rir, disse que jamais havia prometido nada, que estava quase namorando e mais um monte de pretextos, a cada palavra dele, meu coração se partia em mais e mais pedaços, restando apenas estilhaços do que ele fora um dia... Depois que me deixou desolada no meio da pista de dança, ele começou a ficar com várias garotas, para me humilhar? Fazer-me me sentir o ser mais idiota do mundo? Eu não sei, sei que fui tomada por uma dor imensa e desabei a chorar.. E então o meu querido amigo apareceu para me dar uma luz, abraçou-me como se para me manter inteira e limpou as minhas lágrimas, eu jamais... Jamais irei esquecer este gesto, pois fora tão doce e tão sincero que me fez sentir certo acalento em meio a todo o caos. Fora algo tão bom encontrá-lo, pois já fazia certo temo que não nos víamos e mais uma vez ele me ajudou, acho que tenho uma dívida eterna com ele, pois nossa amizade é sincera e verdadeira. O resto da festa fora tranquilo de certa forma, tirei algumas fotos com algumas pessoas, e teve um rapaz que disse que eu era muito linda para chorar... Prefiro acreditar que ele não falara isso da boca para fora a fim de me animar, pois precisava me agarrar a qualquer fio de esperanças que ainda me restasse. Depois fui embora com meus amigos, e uma amiga mais que especial me deu um presente de páscoa, o que me deixou extremamente emocionada... Voltando para casa, chorei novamente, mas prometi a mim mesma que era a última vez que chorava por isso, e por ele. Não posso mais ficar presa a isso, devo andar para a frente e erguer a cabeça, parece difícil agora, mas uma hora eu vou conseguir... O primeiro passo foi excluir todas as mensagens trocadas e também o número de celular, é o melhor... E quando eu me sentir melhor, eu vejo o que fazer... Por hora, estou ouvindo muito a música: I walk alone da Tarja Turunen, ela me traduz por completo. Deixo um trechinho dela aqui.

(...) Eu caminho sozinha
Cada passo que dou
Eu caminho sozinha
Minha tempestade de inverno
Mantendo-me acordada
Nunca se vai
Quando eu caminho sozinha

Volte a dormir para sempre
Bem longe dos tolos e tranque a porta
Eles estão por aí e eles darão a certeza de que

Você não tem que ver
O que eu acabei me tornando
Ninguém pode te ajudar

Eu caminho sozinha
Cada passo que dou
Eu caminho sozinha
Minha tempestade de inverno
Mantendo-me acordada
Nunca se vai
Quando eu caminho sozinha (...) - I walk alone - Tarja Turunen